Pensei, des-pensei e re-pensei para concluir que eu preciso dar um tempo aqui do blog. Talvez volte, mas por enquanto estou querendo ficar mais calada.
Continuo no email (ligialana@gmail.com) e no facebook.
Anotações de uma pesquisa de doutorado. Celebridades, dia-a-dia, televisão. O que as pessoas mais consomem hoje em dia: imagens e histórias.
Pensei, des-pensei e re-pensei para concluir que eu preciso dar um tempo aqui do blog. Talvez volte, mas por enquanto estou querendo ficar mais calada.
Continuo no email (ligialana@gmail.com) e no facebook.
Eu trabalho com a análise da trajetória de duas modelos (Gisele Bündchen e Luciana Gimenez). Então preciso ler sobre moda. Na verdade, eu também gosto do tema.*
Mas me incomoda muito a maioria dos sites de moda, mesmo os bem feitos e bem intencionados. Não há nem sinal de politização/de questionamento sobre as questões da mulher.
Existe, no entanto, olhar inteligente: o Ilustrada na Última moda, de Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman. Eu dei gargalhadas lendo o texto da Vívian sobre a passagem do The Sartorialist pelo Brasil (O baile do it contra o impostor). E um texto hoje na Folha de S. Paulo confirma o que eu já sabia: eles não erram no tom. Veja em Moda tem que parar de sacrificar modelos.
* Atualização: em maio de 2009, fiz um post sobre assunto parecido (Por que me interesso por blogs de moda e estilo). Fiquei um pouco assustada agora ao reler, porque acho que já estive mais confortável com a leitura desse tipo de site. De qualquer jeito, o Ilustrada na Última moda já estava lá no meu Google Reader. Ah, e eu continuo lendo o Hoje vou assim.
(e a vida continua depois do terremoto no Haiti.)
Eu pensei que meu cotidiano finalmente tinha entrado no ritmo. E esta segunda-feira estou voltando à estaca zero outra vez.
Sigo com Simplify 101, especialmente este texto aqui sobre organização de tarefas, e com Tabula Rasa, do Arvo Part, que me ajuda concentrar. E, meu Deus, que falta faz isto aqui.
*Sobre a cobertura: tem um post muito lúcido no blog do Tiago Dória sobre como a grande mídia mudou a postura no uso de “relatos cidadãos” (de pessoas comuns nas redes sociais) como material de divulgação oficial do acontecimento.
*Sobre as doações: o email do Obama e a arrecadação de doações em tempo recorde em todo mundo me fizeram pensar na velocidade, na penetração e nos mais diferentes tipos de mídia que surgem todos os dias. E ainda: muitas celebridades (Gisele Bündchen, George Clooney, Angelina Jolie, Brad Pitt, Ben Stiller, Ashton Kutcher, Demi Moore, Jennifer Lopez, Oprah Winfrey…) estão se engajando, prometendo shows beneficentes para arrecadar dinheiro para o Haiti.
*Sobre as imagens: a cobertura fotográfica me fez lembrar o filme Memory of the Camps e o artigo de Jean Louis Comolli na revista Devires sobre como ser espectador dessas imagens.
*Sobre a falação desnecessária nas redes sociais: e quando as celebridades gorjeiam sobre o assunto? A Sandy cometeu uma super gafe. Querendo dizer alguma coisa “diferente” sobre o acontecimento e, sei lá, tentar dar um outro ponto de vista, ela perdeu uma boa chance de ficar calada.
A Mash tem um histórico de propagandas populares, de fácil leitura e com celebridades do momento. Ainda assim, eu fui surpreendida por esta imagem. Qual o sentido de colocar uma celebridade no papel de Jesus Cristo?
A posição dos braços imediatamente me fez lembrar o momento da crucificação. Mas o semblante do modelo, que encara o leitor, não é de sofrimento. Jesus Luz é Cristo Redentor. E o Pão de Açúcar está ao fundo.
Eu fiquei tentando lembrar das minhas aulas de educação religiosa no Loyola. A redenção de Cristo acontece como obra da salvação; Jesus veio à Terra e foi crucificado para conceder à humanidade a libertação dos pecados. Foi tudo que consegui lembrar.
Dada a complexidade de toda essa história e do pensamento cristão, estou convencida que a questão é menos religiosa – e mais chamar atenção mesmo. Então, fica a pergunta: por que não fazer alguma coisa mais bonita? Mais interessante? A arte já fez tanta coisa legal com essas imagens cristãs… O próprio monumento do início do século no Rio é tão grandioso. Eu tenho certeza que hoje a gente também pode produzir coisas interessantes e populares
Ainda não consegui terminar a faxina 2009 para começar bem 2010. Por isso, estou deixando o blog hibernar até concluir a organização e o balanço do ano passado.
Enquanto isso, posso contar que o frio aqui é muito. O maior problema nem é o frio, mas a constância de temperaturas tão baixas para um corpo tropicial e quente. É difícil.
Agora, já estamos em nosso apartamento definitivo, em um prédio de pessoas simpáticas na rue du Chemin Vert. Na televisão, muitos (mas muitos mesmo) programas de calouros, do tipo Ídolos. Muito comum também são os programas de perguntas e respostas e os telejornais. As mesas de debates são o que eu mais gosto, porque os franceses se engajam de verdade em discussões. Eu gosto.
As aulas já voltaram. Continuo lendo o livro do Garfinkel. Aproveito e compartilho aqui um artigo que comecei a estudar ontem, How to Find Out How to Do Qualitative Research, de H. Becker, publicado no International Journal of Communication.
Ainda não conheço Paris turística, mas conheço os supermercados, as lojas de departamento, o metrô, os lugares de fazer impressão e xerox. A cidade é linda de verdade, sem fazer o menor esforço.
Já estou com muitas saudades de todos. Dizem que a saudade do início é pior, sei não. Eu volto em breve, prometo.
As imagens das celebridades me acompanham todos os dias. Na maioria das vezes, tudo passa meio despercebido. Vou vendo uma e a próxima, e próxima, e a próxima. As imagens de celebridades são muito descartáveis e bem repetitivas.
Lendo hoje as notícias das festas de reveillon, dos vestidos, dos cardápios, das músicas, dos destinos preferidos das celebridades, uma fotografia do dia 27 de dezembro publicada hoje no Ego me chamou atenção.
A imagem é simples e cotidiana. Nada demais. Mas faz a síntese dos meus desejos para 2010. Eu quero inventar um ano novo.
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Com este post, estou entrando em um mini-recesso de fim de ano. Vou estar descansando da mudança e comemorando tudo de bom que aconteceu comigo este ano. Obrigada a cada um de vocês pelas visitas aqui no blog.
Desejo a todos um Natal fraterno e um 2010 cheio de boas surpresas!
Em janeiro, estou de volta.
Depois do movimento pela mulher sem photoshop e da lista do BuzzFeed com as imagens mais ridículas modificadas pelo software, é a vez do incômodo pela falta de uso do programa.
À primeira vista, parece que alguém modificou a imagem para ridicularizar a atriz. Mas, na verdade, Nicole Kidman foi fotografada com uma “luz do mal”, como bem explicou a editora da Vogue Victoria Ceridono.
Achei curioso que a comoção neste caso aconteça às avessas. As pessoas estão se perguntando: por que o fotógrafo não tratou a imagem antes de disponibilizar para a mídia?
Começou o frio de verdade por aqui. Ontem, fomos na Uniqlo comprar roupas mais apropriadas.
No meio de um tanto de gente, loja lotada, encontramos com a atriz Cléo Pires. Não falei com ela, mas confesso que fiquei feliz por ver um rosto conhecido de novela em Paris.
*Aliás, aproveitando, fica a sugestão para aqueles que vão enfrentar o inverno: as roupas da Uniqlo são legais, têm um preço ótimo e são próprias para o frio, porque têm uma tecnologia que retém o calor do corpo. A Uniqlo é japonesa.