Um pingback do post de ontem sobre a Sacha Xuxa foi parar no site da Katylene e acabou gerando uma super polêmica por lá (aqui o link para a discussão).*
Algumas pessoas concordaram comigo e acharam exagero explorar a imagem da filha da Xuxa. Outras, discordaram – e respingou comentário grosseiro até aqui, coisa que nunca tinha acontecido.
A polêmica me lembrou o filme A Rainha, de Stephen Frears. As celebridades conferidas – a mulher do príncipe, a filha da rainha, o namorado da pop star – não precisam fazer muita coisa para aparecer. Elas estão lá em conexão com outras celebridades prévias a elas; é condição do interesse do público essa ligação.
A Rainha mostra a pressão do público no posicionamento da família real diante da morte de Diana. O acontecimento narrado pelo filme é construído pelas etapas de negociações entre súditos, o primeiro ministro Tony Blair e a rainha Elisabeth. E Diana acaba tendo um funeral nos moldes oficiais.
Fiquei pensando então que a questão não é o tipo de celebridade: se é famoso por talento ou por contiguidade (obs. no Brasil, Xuxa é tratada pela mídia como rainha). Mesmo que o público faça a distinção dos tipos de celebridade, o que importa é a maneira como a celebridade pode ou não comover.
*Para quem chegou aqui pelo site da Katylene, lembro que o pingback é só um registro de conexão entre os sites. É interessante porque torna visível as redes feitas.










