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O caso Nicole Kidman

20/12/2009

Fotografia Jim Spellman/WireImage.com

Depois do movimento pela mulher sem photoshop e da lista do BuzzFeed com as imagens mais ridículas modificadas pelo software, é a vez do incômodo pela falta de uso do programa.

À primeira vista, parece que alguém modificou a imagem para ridicularizar a atriz. Mas, na verdade, Nicole Kidman foi fotografada com uma “luz do mal”, como bem explicou a editora da Vogue Victoria Ceridono.

Achei curioso que a comoção neste caso aconteça às avessas. As pessoas estão se perguntando: por que o fotógrafo não tratou a imagem antes de disponibilizar para a mídia?

Ainda sobre as celebridades conferidas

29/10/2009

Um pingback do post de ontem sobre a Sacha Xuxa foi parar no site da Katylene e acabou gerando uma super polêmica por lá (aqui o link para a discussão).*

Algumas pessoas concordaram comigo e acharam exagero explorar a imagem da filha da Xuxa. Outras, discordaram – e respingou comentário grosseiro até aqui, coisa que nunca tinha acontecido.

A polêmica me lembrou o filme A Rainha, de Stephen Frears. As celebridades conferidas – a mulher do príncipe, a filha da rainha, o namorado da pop star – não precisam fazer muita coisa para aparecer. Elas estão lá em conexão com outras celebridades prévias a elas; é condição do interesse do público essa ligação.

A Rainha mostra a pressão do público no posicionamento da família real diante da morte de Diana. O acontecimento narrado pelo filme é construído pelas etapas de negociações entre súditos, o primeiro ministro Tony Blair e a rainha Elisabeth. E Diana acaba tendo um funeral nos moldes oficiais.

Fiquei pensando então que a questão não é o tipo de celebridade: se é famoso por talento ou por contiguidade (obs. no Brasil, Xuxa é tratada pela mídia como rainha). Mesmo que o público faça a distinção dos tipos de celebridade, o que importa é a maneira como a celebridade pode ou não comover.

*Para quem chegou aqui pelo site da Katylene, lembro que o pingback é só um registro de conexão entre os sites. É interessante porque torna visível as redes feitas.

Museu imaginário de Susan Boyle

14/10/2009

Estratégias de casais

02/09/2009

Vamos lá, o Leandro Lima me enviou este ótimo link.

"Com a namorada, Sean Lennon copia foto histórica de seus pais" (Folha)

"Com a namorada, Sean Lennon copia foto histórica de seus pais" (Folha)

Lendo um poquinho dali e daqui, vamos descobrindo que quem fez a fotografia foi Terry Richardson. A original é de Annie Leibovitz. A cópia está na edição de número 12 da Purple fashion magazine. Reparem que na fotografia antiga é o homem quem está nu; na recente, é a mulher. Isso vai fazer toda diferença para o resto da história.

Continuando a ler.

Não por acaso, olha o que achamos por aí.

Eu não conheço esta marca. Mas o corpo feminino sempre aparece mais sujeito ao olhar do público, estratégia mais fácil. Será que Sean toparia posar nu?

Os comentários que cada site fez são interessantes:

* “Será que são tão unidos quando John Lennon e Yoko Ono, pais de Sean?” (Ego)

* “A nod towards its new activity in the music industry perhaps?” (US fashion mag)

* “LOVE: Charlotte Kemp Muhl and Sean Lennon kissing during the Zadig Voltaire advertising campaign shoot, Paris.” (blog da Purple fashion magazine)

E em meio a tudo isso, só consegui lembrar de um outro casal. E viva o romantismo!

A fotografia saiu na Mag, n. 14, sem os créditos.

A fotografia de Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre saiu na Mag, n. 14, sem os créditos.

O rosto das celebridades

17/05/2009
Kate Moss por Peter Lindenbergh

Kate Moss por Peter Lindenbergh

Truman Capote por Andy Wahrol (repetindo a pedidos)

Truman Capote por Andy Wahrol (repetindo a pedidos)

Susan Boyle. Fonte: programa Britain's Got Talent.

Susan Boyle. Fonte: programa Britain's Got Talent.

“O rosto é simultaneamente o irreparável ser exposto dos humanos e o muito aberto no qual eles escondem e permanecem escondidos. O rosto é o único lugar de comunidade, a única possível cidade. E é por isso que o que é individualmente único se abre para o político é a tragicomédia da verdade, na qual eles sempre quase caem e na qual eles tem que achar um caminho.

O que o rosto expõe e revela não é alguma coisa que pode ser formulada como uma proposição significativa das espécies, nem é uma condenação secreta para manter para sempre incomunicável. A revelação do rosto é revelação da própria linguagem. Tal revelação, contudo, não tem nada de real e não fala a verdade sobre este ou aquele estado do ser, sobre este ou aquele aspecto do ser humano e do mundo: é a única abertura, única comunicabilidade. Falar da luz do rosto significa ser esta abertura e para sofrê-la e sustentá-la.”

Giorgio Agamben em Means without End. Notes on Politics.

* Obrigada Kátia Lombardi pelo texto e pelas ideias.

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