Peço licença.
Obrigada a cada um de vocês pela presença na Quixote Livraria ontem.
Anotações de uma pesquisa de doutorado. Celebridades, dia-a-dia, televisão. O que as pessoas mais consomem hoje em dia: imagens e histórias.
“O rosto é simultaneamente o irreparável ser exposto dos humanos e o muito aberto no qual eles escondem e permanecem escondidos. O rosto é o único lugar de comunidade, a única possível cidade. E é por isso que o que é individualmente único se abre para o político é a tragicomédia da verdade, na qual eles sempre quase caem e na qual eles tem que achar um caminho.
O que o rosto expõe e revela não é alguma coisa que pode ser formulada como uma proposição significativa das espécies, nem é uma condenação secreta para manter para sempre incomunicável. A revelação do rosto é revelação da própria linguagem. Tal revelação, contudo, não tem nada de real e não fala a verdade sobre este ou aquele estado do ser, sobre este ou aquele aspecto do ser humano e do mundo: é a única abertura, única comunicabilidade. Falar da luz do rosto significa ser esta abertura e para sofrê-la e sustentá-la.”
Giorgio Agamben em Means without End. Notes on Politics.
* Obrigada Kátia Lombardi pelo texto e pelas ideias.